Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

A PADROEIRA DO RECIFE



Foi em 1909 que tudo aconteceu... O Recife tinha sido dedicado a Santo Antônio desde muito tempo. O primeiro monumento de uma das ilhas do centro da cidade fora o Convento de Santo Antônio, dos Franciscanos.

O povo da cidade, naquele começo de século, precisava talvez de uma “Mãe”, que ouvisse suas preces e derramasse graças sobre todos... Os carmelitas já estavam instalados ali desde 1663, vindos de Olinda, a Casa-Mãe da Ordem... Os devotos de Nossa Senhora do Carmo queriam muito tê-la como Padroeira, ao lado de Santo Antônio... Os pedidos foram muitos. A ansiedade também. Até que, naquele 1909, o Papa Pio X, atendendo àquele anseio tão forte a fervoroso, autorizou que a Virgem do Carmelo fosse padroeira do Recife em conjunto com Santo Antônio.

Dez anos mais tarde, em 1919, a Virgem foi coroada e proclamada oficialmente a padroeira da cidade. Foi o povo pernambucano que doou a esplendorosa coroa com que tudo se consumou... Com o passar dos tempos, sua devoção superou a do primeiro padroeiro, sendo hoje essa antiga honraria quase que completamente esquecida.
E a cada ano, o ritual carmelitano é repetido. Novena de 06 a 14 de julho; vésperas solenes dia 15 de julho: e, no dia 16, o Recife se veste de amarelo e branco, crendo serem essas as cores que simbolizam a Virgem do Carmo, acompanham as Missas, desde a madrugada e a Procissão, proclamando sua fé na Mãe sem respeito humano ou acanhamento.

Curiosamente, as cores da Virgem do Carmo não são o amarelo e o branco... Essas são as cores que o sincretismo religioso escolheu, para louvar Oxum, reverenciada no candomblé, na correspondência com devoções católicas. As cores carmelitas são o marrom e o creme. Assim se vestem as imagens da Virgem, os frades, as freiras e os irmãos terceiros carmelitas... O saber do povo é que fez mudar essa identificação no vestir dos membros da Ordem e hoje é essa a forma quase que unânime de identificação.

1909 / 2009 cem anos de carinho, de devoção, de fidelidade a Maria, invocada como Nossa Senhora do Carmo.

E os devotos todos, nestes dias que antecedem a festa do dia 16 de julho, lotam a Basílica do Carmo do Recife, para repetir o mesmo cancioneiro especialíssimo que só se repete nas festas carmelitas, conduzidos – há 60 anos – pelo mesmo grupo: o CORAL DO CARMO DO RECIFE. Aliás, foi para louvar a Mãe do Carmelo que um dia, há sessenta anos atrás, o coro surgiu, pelas mães e ações do frade visionário Frei Pio Moreira, Oc, já falecido.

Louvemos essa Padroeira que todos os recifenses quiserem ter e mereceram ver o seu desejo proclamado em verdade!

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

JULHO - MÊS DA VIRGEM DO CARMO

Diante do teu altar, Virgem do Carmo,
sou novamente a menina que, um dia,
escolheu-te como padroeira...

Tenho lágrimas nos olhos
ao ouvir esse canto que ressoa, forte
e que se perde na noite dos tempos,
na repetição tradicional de tantos anos,
de tantos louvores,
de tanto amor por ti...

Tenho o coração em festa, Mãe,
porque muitos proclamam seu amor,
como eu faço agora,
como fiz sempre, sempre,
pela vida agora
e, muito especialmente,
em cada julho vivido...

Mãe do Carmelo, minha Mãe querida,
julho é um mês especial, não é???
Julho é o teu mês, Mãe,
o teu tempo de ouvir um coro, lindo, lindo,
apregoando-te como soberana e rainha

Neste julho, acolhe meu canto que conheces tão bem
e ouve as preces que repeti muitas vezes,
vindas do íntimo do meu coração
para se fazerem mensagens, gratidão,
devoção final e derradeira.

Nossa Senhora do Carmo, minha Mãe,
roga por mim e por todos que te veneram!
Amém



Terça-feira, 7 de Julho de 2009

PALAVRAS DO PROFETA

Concede-me, Senhor, meu Deus
uma inteligência que Te conheça,
uma angústia que Te procure,
uma sabedoria que Te encontre,
uma vida que Te agrade,
uma perseverança que Te espera com confiança
e uma confiança que enfim Te possua.”

Dom Helder Camara

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

ARTE EM FERNANDO DE NORONHA (através dos tempos) - 3


Como dissemos em postagens anteriores sobre esse tema, ao longo dos tempos, muitos artistas visitantes ou residentes em Fernando de Noronha eternizaram-se em trabalhos sobre a beleza que viam. Isso fez com que a produção de peças de Arte, tendo a ilha como inspiração, crescesse enormemente, sendo hoje uma atração a mais no Arquipélago.

Falemos de alguns desses:

Délia Aguiar – que nasceu em Fernando de Noronha, na época em que o pai era o diretor do Cabo Francês e, depois de adulta, descobriu na Arte a maneira de registrar a sua terra. E hoje, quase que exclusivamente, é a ilha o tema dos seus quadros, de suas peças como artesã.

Zé Som, artista plástico de Olinda e que foi levado para lá em 1997 à ilha, executou excelentes trabalhos, com a característica que marca sua obra (de não usar pincéis e sim – unicamente - os dedos, na criação das telas). Comercializadas na própria ilha e depóis do seu retorno ao continente, espalhou imagens noronhenses por muitos lugares, bem ao seu estipo arrojado e bonito.

Zenival, ilustrador da Companhia Editora de Pernambuco – CEPE que retratou lendas de Fernando de Noronha com maestria para a revista Continente, Edição Especial de aniversário de 500 anos de Descobrimento, em 2003.

Janete Sreomberg Mehl, artista plástica paranaense que, em poucos dias no arquipélago, como turista, captou belos aspectos da natureza da ilha, revelando-a em telas, sobretudo, da vida marinha, doando uma delas para o acervo oficial da Administração noronhense e fazendo dessa visão de Arte o motivo de uma das suas mais belas exposições no Paraná.

Helô Ribeiro, artista plástica paulista, também visitante, que registrou os azuis noronhenses em seus trabalhos e doou um deles para o acervo local.

Rosangélia, artista cearense que não conhece Fernando de Noronha mas faz da sua Arte um tributo ao arquipélago, em criações feitas sob inspiração da beleza que busca nas imagens que descobre.

São formas de guardar-se um lugar especial pelo milagre da criação artística, que desperta cada vez mais dentro daqueles que têm, na ilha, a inspiração para a beleza!












Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

LIGAÇÕES DE DOM FERNANDO COM FERNANDO DE NORONHA


Em agosto de 2000, recém-sagrado como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido quis conhecer o seu distante espaço arquidiocesano que teria de administrar: Fernando de Noronha. E essa foi a sua primeira visita pastoral.

Dali em diante, ele voltaria muitas vezes ao Arquipélago, sempre promovendo encontros com a comunidade insular, conduzindo celebrações e até acompanhando procissão, seguindo com todos, como um pastor dedicado e fervoroso. Recebeu, inclusive, o Padre Antônio Maria, para celebrar a Padroeira local, N. Sª dos Remédios, em agosto de 2003 (foto).

Quando sentiu que a programação semanal radiofônica estava fadada a desaparecer, pelas dificuldades da própria equipe que a apresentava, de elaborar programas apropriados, foi dele a feliz idéia de envolver a equipe dos programas católicos da Rádio Olinda, em Pernambuco, sugerindo que esse grupo assumisse e levasse adiante a idéia de “evangelizar pelos meios de comunicação social”. E a Rádio FM de Fernando de Noronha passou a contar e mantém até os dias atuais, essa linha de ação fundamental.

Ele estava atento às necessidades noronhense, daquela comunidade católica distante e, historicamente, tão desasistida através dos tempos... Atento aos chamados dela, levando sua mansidão e sua palavra firma a todos e a cada um...

Tomara que seja fecundo esse novo tempo que começa! E que a familiaridade de Dom Fernando com seu rebanho ilhado melhores mais e mais, a cada dia!

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

BEM-VINDO, QUERIDO ARCEBISPO DOM FERNANDO SABURIDO!


A Arquidiocese de Olinda e Recife acaba de receber um presente inesperado: a indicação do seu novo Arcebispo, o monge beneditino Dom Antônio Fernando Saburido, o 32º Bispo da Diocese de Olinda, criada em 1676 e o Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, assim intitulada a partir de 1918.

Dom Fernando nasceu no Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana do Recife, em 1947. Foi ordenado padre em 1978, em bela cerimônia ao ar livre, com mais três companheiros, diante da Igreja-Basílica de São Bento, em Olinda, pelas mãos de Dom Helder Camara. No ano 2000 tornou-se Bispo Auxiliar da Arquidiocese que agora assume, como titular, nela permanecendo até 2005, quando foi transferido para Sobral, no interior do Ceará. Em Pernambuco, aceitou o encargo de ser o Presidente da CNBB, Regional Nordeste 2.

Discreto, conciliador, Dom Fernando encantou os conterrâneos pernambucanos com seu jeito simples e atuante e sua profunda humildade. Desde maio ele sabia de sua indicação pelo Papa Bento XVI, que vinha ao encontro da aspiração unânime do rebanho que agora vem pastorear... Guardou silêncio sobre isso, mesmo depois que essa indicação foi confirmada em 17 de junho passado. Agora, deu-se a publicação. Caberá a ele conduzir os destinos dessa sofrida Arquidiocese, com seu jeito monástico de ser e a sua conhecida capacidade administrativa.

Ele deixa Sobral com muita tristeza. Essa foi a confissão feita no dia de hoje, aos inúmeros jornalistas que o procuraram... Mas, considerando-se “à serviço da Igreja”, disse SIM e romperá os laços já estabelecidos, para assumir, com muita honra e humildade, a Arquidiocese do sua terra natal.

A solenidade de posse será no dia 16 de agosto vindouro, na Festa da Assunção de Maria, no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo – Geraldão, no Recife. Foi nessa festa litúrgica que ele foi sagrado Bispo, há nove anos passados. Para ele, esses são os “caminhos de Deus”, que ele deverá percorrer.
Dom Fernando Saburido é uma luz que chega, para clarear os corações de todos! Certamente ele viverá em união com seus padres e com o povo, correspondendo à expectativa de tantos que sonharam com a sua indicação... E a todos atenderá, inclusive ao distante e pequenino Arquipélago de Fernando de Noronha, onde esteve várias vezes, fazendo-se amar pela população católica insular.
Na “carta aberta” que enviou a Dom José Cardoso, dirigida aos seu rebanho arquidiocesano, ele afirmou que era "uma graça especial a feliz coincidência de estar sendo chamado para Olinda e Recife no ano do centenário do carismático Dom Hélder Câmara". E sua vinda bem que nos parece ter tido a interveniência daquele inesquecível pastor emérito, tão lembrado ao longo deste 2009, quando se completam cem anos do seu nascimento.

Bem-vindo, Dom Fernando Saburido! Olinda e Recife se enchem de alegria e devoção para recebê-lo de braços e corações abertos, na concretização dos sonhos que acalentaram! Fotos:
Fotos: Dom Fernando em Noronha, em diferentes momentos (na Festa da Padroeira e na Festa de São Pedro)

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

SÃO PEDRO - O PADROEIRO DOS PESCADORES

Ele nem sempre foi fiel.
nem sempre agiu com prudência e mansidão,
como o Mestre que o chamara.

Rasgos de generosidade e completa entrega à missão.
fizeram dele um líder preferido,

a quem o Senhor teve a coragem
de entregar as “chaves do Reino”...

Ele, PEDRO.
O humilde pescador que atendeu, pressuroso,
Ao chamado daquele galileu de olhos marcantes
E disse SIM, ao convite que lhe fizera.

Ele é o homem que largou suas redes e sua vida
para seguir o homem que o convidada para ser
“pescador de homens”.

Ele é a “pedra”, a “rocha” onde vivia a ser implantada,
Eternamente, a Igreja constituída por Jesus,
Assumindo o papel que lhe coube,
No comando dos outros que o Mestre chamara...

Ele, o 1º Papa, o 1º líder, o 1º fiel seguidor,
Mostrando ao mundo que, mesmo errando algumas vezes,
O homem precisa se erguer, pedir perdão e recomeçar,]
Para a glória daquele que confia
E entrega – ao ser limitado que é o ser humano –
Um rebanho para ser conduzido,
Certo de ter acertado ao fazê-lo.

Salve, São Pedro, pescador de homens. Amém!

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

ÍNDIOS EM FERNANDO DE NORONHA


Não há tradição da presença de ÍNDIOS em Fernando de Noronha. Desde o seu descobrimento, em 1503, ninguém ocupava o Arquipélago, como ocorria no continente, que foi sendo desbravado e, por todos os lugares da Mata Atlântica, tribos resistiam à chegada do colonizados português, como ocorreu também na América-espanhola.

Somente em 1755 há o registro de envio de 30 índios, em meio aos tantos presos mandados para o presídio lá instalado. A informação é dada por Dom Domingos de Loreto Couto. Alguns anos mais tarde, em 1768, Pereira da Costa afirma que a população da ilha era de 389 pessoas, inclusive um certo número de índios, cuidando da agricultura.

Oficialmente, 10 índios teriam sidos levados para a ilha em 1788, autorizados pelo governador da Capitania de Pernambuco, para realizarem trabalhos na lavoura, recebendo, inclusive, salário para isso.

No século seguinte, em 1819 – o governador em Pernambuco Luis do Rêgo Barreto, fez gestões para enviar a Noronha índios moços e de boa conduta, das aldeias de Cimbres e de Escada, prometendo-lhes “a dádiva de terras de propriedade exclusiva, que passariam a seus descendentes, sem ser considerada como propriedade comum”, sendo-lhes concedida passagens e ração por um ano para cada um e sua família”. A ida foi especificamente para trabalhos com a terra e, um ano depois, em 1820, sabe-se já havia ali 79 índios ocupados na ilha com a agricultura, certamente remanescentes daqueles indígenas voluntários de Cimbres e Escada, mandados no ano anterior. Em 1828 já eram 102 índios em Fernando de Noronha, sempre atuando sobretudo, nas atividades agrícolas.

O tempo levaria consigo o destino seguido pelos índios noronhenses... Não há mais registros de envio de outros, nos séculos que se seguiram. É até possível que eles se tenham multiplicado, constituído família com presos e correcionais ou abandonado o seu posto de ação, deixando o registro da sua presença nos escritos que trazem à luz essa tão importante informação,: não havia INDIOS nos primórdios da história insular brasileira e não há, nos nossos dias. Eles são lembrança e povoam o imaginário de gente dos dias atuais, inclusive de escritores que romanceram a existência de índios especiais, guardiões do tesouro presente no excepcional ambiente natural de Fernando de Noronha. Foi assim que imaginou o escritor pernambucano Abdias Moura, no seu belo livro “O segredo da ilha de pedra”. Fez muito bem!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

DIA DE SÃO JOÃO

A noite é muito fria.
Uma chuvinha miúda cai, fininha, fininha...
Fria noite de um junho esperado,
ardorosamente antecipado
nas bandeirinhas que se haviam multiplicado
e nas correntes de papel
que balançavam ao vento.

Seis horas.
Repete-se o ritual tão antigo e doce:
acendem-se as fogueiras!

Uma nuvem de odor forte domina os sentidos
e desperta gulosos paladares insaciados.

Lentamente,
o fogo doura carnes em espetos,
e tenros milhos, e batatas-doces...

Aos ruídos dos fogos
juntam-se vozes infantis que cantam
e vozes adultas que seguem essa alegria simples,
revivida, repetida, recriada, rememorada
no eterno São João brasileiro
com gosto de festa inesquecível!
(Publicado no meu livro "Cantando o amor o ano inteiro" - Paulinas, 1986)

Domingo, 21 de Junho de 2009

PALAVRAS DO PROFETA


"Basta que
um botão erre de casa
para que o desencontro
seja total
."
(Dom Helder Camara)

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

O PATRIARCA NORONHENSE SE FOI...


Fernando de Noronha acaba de perder um filho ilustre... Um homem que ali chegou em 1957, integrando um grupo de pescadores do Pina, no Recife, com a missão específica de “abastecer o Recife de peixes, na Semana Santa”.

Foi essa a motivação que levou SALVIANO DE SOUZA para o Arquipélago, como experiente pescador que era, membro da Colônia Z-1 do Recife. E, lá chegando, coube-lhe uma tarefa extra, ditada pelo coração de evangélico: reunir-se com seus irmãos cristãos, de diversas denominações, fazendo renascer a Igreja Evangélica na ilha, vencendo a barreira quase invisível da aceitação dos crentes para o exercício soberano de sua religiosidade.

E ele ali ficou. Veio inúmeras vezes ao continente e voltou sempre, cada vez mais integrado à comunidade ilhéu, mesmo nos difíceis tempo da longa presença militar na ilha. Ali acabou de criar a prole tão grande (28 filhos, ao todo). Ali liderou movimentos e foi escolhido para presidir associações. Ali envelheceu esse sábio e enternecedor homem, até a idade ir chegando, seus cabelos embranquecendo... Até sua vida terminar, neste junho que vivemos.

O Patriarca Salviano se foi. Seus 52 anos vividos em Fernando de Noronha ficam na saudade de todos que experimentaram, com ele, trocas afetivas. Sua experiência de vida também, na lembrança da forma sábia com que abordava quase todos os assuntos, nas argumentações costumeiras que até causavam espanto, pela forma coerente com que ele defendia seus pontos de vista.

Ficou a marca desse quase centenário homem, noronhensizado pela vida e pelo amor ao lugar que escolheu para viver e morrer.

Que ele descanse em paz. Amém.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

DIA DOS NAMORADOS


A chama do amor
brilha - como uma vela -,
iluminando os espaços por onde seguem
aqueles que se encontraram, um dia
e fizeram desse amor
a verdade maior de suas vidas!

Namorados:
alimentem essa “chama
pela vida afora...
E que Deus os ajude a serem LUZ
para todos aqueles
que partilharem de suas vidas!


Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

TURISMO RELIGIOSO EM OLINDA


Começa a ser organizado, em Olinda, um movimento em prol do Turismo Religioso, com vistas a divulgar intensamente as datas e celebrações do calendário religioso, numa linha interreligiosa, que valoriza toda e qualquer manifestação dessa natureza.

Claro, muitas iniciativas foram tentadas num passado muito próximo. A maioria delas privilegiou os atos da Igreja Católica Romana, sobretudo destacando Procissões, Concelebrações Eucarísticas solenes em datas especiais, Vigílias, Novenas, entre tantos... Mas agora, o que se quer é organizar-se em definitivo um “Calendário Religioso”, partindo-se das muitas experiências vividas e dos muitos trabalhos de dedicados pesquisadores.

Na verdade, o Turismo Religioso é hoje um forte segmento dessa aventura deliciosa que conduz gente de um lado para o outro, em busca de conhecimento, espiritualidade, mergulho dentro de si mesmo. E isso traz divisas econômicas, no mundo inteiro.

Quantos se deslocam para Olinda para rezar diante do túmulo de Dom Helder, na Catedral da Sé? Quantos seguem, fervorosos, a Procissão dos Passos, antecedendo a Semana Santa, com a curiosidade de quem quer apenas admirar os Nichos seculares existentes pelo caminho? Quantos vão em busca das oferendas feitas no mar pelos Babalorixás, nas solenidades do Candomblé? Quantos sobem até o Morro do Peludo, para rezarem no Santuário da Mãe Rainha, em cada dia 18 do mês? E outras, outras, outras...

Em boa hora essa vertente turística é considerada. O 1ºC Fórum já aconteceu, recentemente. Pede-se que ele seja permanente, para troca de experiências e busca de novos parceiros.

Que ela venha fortalecer a fé daqueles que vivem e dos que visitam Olinda! Isso é o que ansiamos!

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

FRANCESES EM FERNANDO DE NORONHA - outros dados

Falamos aqui da presença francesa em Fernando de Noronha, com a instalação de uma base de apoio à navegação comercial, que dava seus primeiros passos para a fixação de um roteiro fixo entre a Europa e o Brasil, com os serviços do Correio Sul.

Há uma outra presença, também de franceses, que se estabeleceria em 1914, com o Cabo Francês, depois de lhe ter sido sub-rogado a antiga “Compagnie des Cables Sud-Americais” que se havia instalado em 1893, (estação de cabos submarinhos ingleses “Índia Rubber”, outrora “South American Cables Limited”), para continuarem a prática da cabografia transoceânica.

Nessa nova
fase de comando, a base do Cabo Francês foi implantado num chalé localizado no centro histórico da Vila dos Remédios., ao lado da Aldeia dos Sentenciados/Presídio Feminino. No seu Interior, ficavam os instrumentos utilizados na telegrafia a cabo.

As primeiras equipes e os diretores do Cabo Francês eram franceses. Na década de trinta, aos poucos, brasileiros passaram a atuar no Arquipélago, alguns dos quais tornaram-se muito amigos dos que viviam ali, inclusive vendo crescer seus filhos na ilha.

Também na década de trinta os problemas estruturais com a casa que ocupavam, na Vila, levou os franceses a entenderem-se com os italianos que, à essa altura, também viviam na ilha, com trabalhos semelhantes. Daí – já na década de quarenta - os dois grupos passaram a ocupar o mesmo casarão na praia da Italcable.

Foram os técnicos do Cabo Francês e da Rádio-telegráfica de Fernando de Noronha que ficaram em contato permanente quando da travessia do Atlântico pelos pilotos italianos Arturo Ferrarin e Carlo del Prete, no avião Savoia Machetti, em 06/08/1928, ajudando-os na travessia, um feito notável, para a época

O que se sabe, com absoluta certeza, é que foram os franceses os mais presentes na ilha, em todos os tempos, tanto nos períodos em que sonharam fazer dela o seu ponto avançado no Atlântico (como sua “Ile Delphine”), invadindo-o e tomando posse dela, como nos tempos mais próximos, quando vieram para ajudar, para serem cooperadores técnicos, por anos a fio...

Essa história ainda precisa ser conhecida...
Fotos:
1 - Telégrapho Submarino Franceses, 1929 - doação: Genaro Pinheiro
2 - Demóstenes Aguiar, diretor em 1934, no Interior do Cabo Francês - doação: Délia Aguiar.
3 - Monsieur Violet, diretor no começo da década de 1930 - doação: Cristiane Violet

Domingo, 7 de Junho de 2009

PALAVRAS DO PROFETA


"Existem pessoas que são como a cana:
mesmo postas na moenda, reduzidas a bagaço,
só sabem dar doçura."
(Dom Helder Camara)