quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O HOMENAGEADO DO CARNAVAL DE OLINDA EM 2012

Um dia, alguém que o entrevistava escreveu que “ele era um poeta, acima de tudo, porque falava de tudo de forma poética”. Duas vezes coube-lhe conduzir os destinos de Olinda, como um dos seus mais apaixonados defensores. Um marco: isso fora Germano Coelho, para a “Cidade Patrimônio Mundial”, em todos os tempos...

De repente, quando muitos lamentavam ter sido ele talvez “esquecido”, a grande notícia surge: aquele Prefeito-poeta, Jurista, Historiador, incansável leitor de todas as importantes obras das mais famosas já publicadas sobre essa “muy nobre e sempre leal Villa d´Olinda”, fora escolhido para ser o HOMENAGEADO EM OLINDA no Carnaval 2012! Evoé!!! Aleluia!!!

Quem fizera mais do que ele por esse Carnaval-participação? Quem tinha levado o Carnaval a retomar a liberdade de sair no horário e do local costumeiro, com itinerário de sua preferência, depois de anos obrigado a descer ladeiras em direção aos palanques oficiais, às passarelas com as quais nunca se haviam conformado? Quem valorizara os maracatus, os bonecos gigantes, as máscaras populares, os blocos, as troças, os clubes, permitindo que todo o sítio histórico fosse o especial local de desfiles, agregando enormes grupos de agremiações, gerando o lindo desfile de bonecos, de caboclos do maracatu rural? Quem instituíra essa programação livre, espontânea, apenas mencionada nos panfletos orientadores, marcados pelo respeito aos brincantes e carnavalescos?

E ainda: Quem “rasgara” avenidas em várias direções, simplificando e aproximando bairros, facilitando o ir e vir dentro do mesmo município, durante e o Carnaval e fora dele?

O que se viu, na coletiva que o proclamou como HOMENAGEADO, foram os aplausos de uma platéia de pé, constituída pelo representantes da imprensa e das agremiações carnavalescas, muitos com os olhos molhados de emoção!

Enfim, a justiça é feita. O sonhador, o realizador, o amante de Olinda, o apaixonado por uma terra chegava - pelo gesto de acolhida do dirigente de agora - para ser saudado por tudo o que fora, como Prefeito da “Cidade Monumento Nacional”, amado pela multidão que seguia seus passos então ligeiros, acompanhando – por horas a fio – o Carnaval que sempre amou.

Olinda tem o homenageado que merece! Germano Coelho tem a unanimidade que soube conquistar O Carnaval acolhe, de braços abertos, esse ser especial, feito de sonho e de amor!

Parabéns, Germano! Parabéns, Olinda!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PALAVRAS DO PROFETA



"Perdoem os sonhos.
Há tanta pureza de intenção,
tanto amor à Igreja,
tanto sonho
em vê-la
à frente da luta
pelos
humildes e pelos pobres..."

(12º Circular. Roma, 24/10/1962)


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

EIS QUE CHEGA O ANO DE 2012!


Quando um ano inteiro vai-se embora

Fica um gosto curioso na lembrança,

De gente que passou em nossa vida,

De tudo o que significou esperança.


Renascem sonhos. Refazem-se caminhos.

Mais uma vez o “novo” amedronta,

Embora carregado de evidências

De que felicidade, um dia a gente alcança.


Como é simples esperar pelo que chega,

Limpo e despojado de tudo o que se sonha,

Como uma tela ainda não usada...


Isso fascina a pessoa que caminha,

Sendo condutor da sua própria trilha,

Dia a dia, na emoção de viver, mergulhada!


*************

Que 2012 chegue com essa força

e a possibilidade de ser feliz

continue a animar a sua vida!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

QUE SAUDADE DO PRESÉPIO DE OLINDA...


As manchetes dos jornais foram contundentes: “Presépio gigante encanta visitantes de Olinda neste Natal...”; “O Maior Presépio do Brasil está em Olinda/ Pernambuco”; “Presépio gigante é destaque no Ciclo Natalino de Olinda em 2010”; Olinda celebra o Natal com a montagemdo maior presépio do Brasil”; “Olinda inaugura neste domingo o maior presépio do País”; “Mai

or presépio do mundo está em Olinda”.

..

Não havia dúvidas: exibir um presépio gigante numa das mais emblemáticas praças da “Cidade Patrimônio Mundial” fora uma decisão acertada, oportuna, encantadora! Ninguém ficou indiferente àquele enorme número de figuras religiosas, da tradicional cena imaginada por São Francisco, séculos antes de nós todos, mas exibindo-se agora de forma surrealista, única, pela genialidade de um dos maiores e mais talentosos artistas olindenses: Fernando Augusto Gonçalves.


Plantado na suave Colina do Carmo, às vistas de quem passava, o presépio atraiu a todos, tornando-se, em 2009 e 2010, a maior atração do Natal pernambucano, louvado em registros escritos, radiofônicos, televisivos... Quem o via, tornava-se um divulgador, convocando outras e outras pessoas para o momento mágico de estar ali, diante da cena tão familiar ao mundo, no entanto mostrada na enormidade da Arte verdadeira, atraindo famílias inteiras, crianças que brincavam na praça, parando a cada momento para contemplar a maior representação do Natal, numa cidade capaz de ousar, com o tantos dos seus filhos o fizeram, no passado.


Este ano, nada aconteceu. O presépio gigante ficou na lembrança, sem explicações convincentes que o justificassem. Faltou algo defundamental na Colina Carmelita, como se dela houvesses extraído o “toque” de genialidade, esvaziando-a e apagando-a aos nossos olhos.


Restou a saudade. Enorme saudade de visitas constante ao lugar dos sonhos, onde se podia mergulhar no imaginário popular, tendo ou não qualquer vinculação religiosa, mas reconhecendo que a imortalidade do presépio descomunal tinha sido desconsiderada, por qualquer motivo que fosse.


A mim, apaixonada por Olinda e pelo Carmo de Olinda, doeu não encontrá-lo novamente de pé, talvez até com mais peças, mais elementos de beleza, como se isso fosse possível, numa obra de Arte tão valiosa.


Ah! Que saudade do presépio gigante de Olinda!!!


Quem sabe um dia ele volta, tão belo quanto o foi, tão forte como era visto, tão oportuno como o é, nos Natais de todos os lugares, de todas as igrejas, de todos os corações!...

Repetimos, emocionados: que saudade do presépio gigante de Olinda!!!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O TEMPO ESPECIAL DO NATAL


Nada é comum nesse tempo... As ruas se enfeitam. As luzes tornam mais belos os espaços urbanos. Através de janelas e sacadas pode-se entrever um mundo de detalhes coloridos, enriquecidos pela criatividade que faz nascer a fantasia em forma de beleza.

Isso é o Natal. Isto é a exteriorização de um sentimento de plenitude que a tudo permeia, engalanando o mundo e despertando sentimentos de paz e de solidariedade.

Pena que, nesse frenesi estimulado pelo consumo desenfreado e, ao mesmo tempo, guiado pela ternura que se derrama nas ruas e praças e que nasce também no nosso coração, vá conduzindo as pessoas para o terreno meramente material, fazendo com que o fato dominante do Natal seja esquecido ou minimizado, perdendo muita gente o sentido cristão que o caracteriza e que se faz verdade na representação do PRESÉPIO, forma concreta de representar o nascimento do Menino Deus.

A inquietação começa quando se torna claro que aquele Deus pequenino nasceu pobre, num lugar improvisado, cercado de singeleza e de mistério. Havia uma mulher grávida, prestes a dar a luz. Protegendo-a, um homem mais velho, cansado da caminhada inglória que não os levara a nenhum dos lugares esperados e sim a um estábulo, onde animais comiam. Não havia tempo para procurar mais...

É o evangelista São Lucas que nos fala daquela noite misteriosa, incluindo na cena o sobrenatural, representado pelos Anjos que entoam louvores e pedem PAZ. É ele também que descreve os pastores que, surpreendentemente, enfrentavam o frio dos campos da região e acabam por representarem o povo – daquele momento e dos séculos sem fim – prestando suas homenagens ao Menino recém-nascido.

O Filho de Deus fora anunciado, através dos séculos. Para a maioria dos que acreditavam na promessa do Redentor que chegaria, ele viria reinar, salvando o seu Povo da escravidão. Mas ele chega como um paradoxal momento histórico, inaugurando o novo momento, pequenino, indefeso, dependente, como qualquer criatura humana, semelhante em tudo a ela, menos no pecado.

Bendito tempo que reaparece a cada dezembro, na lembrança dos que esperam que o Cristo renasça novamente em nós, na nossa vida, no nosso mundo tão carente de amor!... Bendito dezembro nos amolece a alma, deixando-nos ansiosos para re-acreditar que a PAZ AINDA É POSSÍVEL, como apregoaram os anjos naquele estábulo em Belém e que nos levam a repetir esse presságio de esperança e de sonho! Bendito Natal que chega!

Que ele venha para nos fazer mais felizes e mais humanos. E que possamos crer que “no coração daquele que cumpre sua parte na vida, o Cristo nasce todo dia!!!


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

NO NATAL DE 2011


QUEM DERA!!!


Quem dera

que ainda houvesse tempo

para o homem continuar a sonhar

com um mundo mais justo e mais humano...

Quem dera

que a esperança resistisse

e os homens se ajudassem,

sem reservas nem desconfianças...

Quem dera

que o bem prevalecesse sempre,

apesar do egoísmo desenfreado

que impede o desabrochar da solidariedade...

Quem dera

que a luz interior que sobrevive

no coração de cada um,

ainda pudesse brilhar, iluminando tudo...

Quem dera

que a felicidade fosse uma conquista de cada dia,

tornando melhor a humanidade

e mais fecunda e fértil a vida...

Quem dera

que o Natal fosse de certezas e de doçuras,

de trocas constantes e de partilhas experimentadas,

de coragem de mudar e de seguir em frente, sempre!

Quem dera, ah!

Quem dera um Natal mais feliz para o mundo inteiro

e um Ano Novo de promessas e de buscas,

na direção do alto, à procura de Deus!


(no Natal de 2011)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sua alegria - quase sempre presente no contato com os amigos - era contagiante. Sua voz poderosa, tão própria para as inúmeras atividades num palco, ou num altar, convenciam e atraiam pessoas para a figura daquele homem imenso, doce, talentoso, contraditório e multifacetário...

Quem conheceu ENÉAS ALVAREZ sabia disso. Sabia o quão dócil ele era, diante das muitas partilhas pela vida. Sabia com que propriedade ele abordava assunto diversos, com a sabedoria dos que muito sabem. Sabia do latente anseio de ser padre – desde sempre escondido no seu coração – e plenamente realizado na Igreja Ortodoxa Siriana , assumida por ele “como vocação tardia”, como ele mesmo apregoava.

Padre Enéas foi assim: querido por muitos, procurado por tantos, disponível a todos que dele necessitassem, presente e alerta, como um bandeirante da fé e do amor!

Padre Enéas foi o múltiplo e generoso ser humano, que enfrentou o difícil tempo de provação, de doenças várias e de riscos constantes, com uma aceitação e serenidade que confundiam até aqueles que o buscavam, temerosos de ouvir lamúrias e que acabavam sendo confortados pelo exemplo de resignação e fé em Deus com que se encontravam...

Padre Enéas partiu agora, em busca da eternidade sonhada, deixando órfãos os filhos que atraiu para a sua igreja de Olinda e os amigos que formaram fileiras para despedirem-se dele, na triste tarde da encomendação de sua alma, lindamente feita na celebração de corpo presente, com tanta gente em sintonia, pedindo por ele ao Pai e, num profundo momento de amor, no poema declamado pela amiga de todas as horas – Geninha da Rosa Borges – junto ao seu corpo inerte e sereno.

Que seja bonita a sua chegada ao céu, como você tanto sonhou, querido e inesquecível Enéas Alvarez! Dê as nossas lembranças a Dom Helder, que você amava tanto e interceda por nós, que aqui continuamos o caminho traçado pelo Pai de todos! Amém.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

É FESTA NOVAMENTE NA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE


Dia 16 de novembro é uma data muito especial para Olinda. Neste dia foi criada – em 1676 - a DIOCESE DE OLINDA, tendo como instrumento de criação a Bula “Ad sacram Beati Petri sedem”, do Papa Inocêncio VIII. Um momento importante para esta parte do Nordeste do Brasil, até então sem autonomia eclesiástica, apenas sufragânea da Diocese de São Salvador da Bahia, desde 1624. E, na época, foi designado o seu primeiro Bispo: Dom Estêvão Brioso de Figueiredo.


Desde aquele momento inicial, a Igreja da Sé foi a Catedral da Diocese, como o é até os dias atuais e, mesmo tendo experimentado o incêndio holandês de 1631 e o abandono dos homens pelos tempos que se seguiram, o templo continuou lindamente fincado no alto do morro, descortinando beleza por todos os lados.


Olinda era considerada a “fina flor da fidalguia”, plantada num sítio que havia encantado o donatário Duarte Coelho no século XVI (uma das teorias para o seu nome, nascido da admiração daquele fidalgo ao dizer: “Oh! Linda situação para se erguer uma vila!”). No alto, em uma das sete colinas onde o traçado urbano haveria a se espalhar, estava a e, ao seu redor, derramava-se o casario, os muitos verdes, a visão do mar lá longe...


Em 5 de dezembro de 1910 a Diocese foi elevada à Arquidiocese e Sede Metropolitana, através do Decreto da Sagrada Congregação Consistorial. Seu primeiro Arcebispo foi Dom Luís Raimundo da Silva Brito.Oito anos mais tarde, pela Bula Cum urbis Recife, de 26 de julho de 1918, a ela seria anexado o Recife, que passara a ser a capital. E ela denominou-se, a partir dali, Arquidiocese de Olinda e Recife, única no Brasil a conter o nome de duas cidades na sua titulação.


Em dezembro de 2011, em meio a festas e acontecimentos, comemorou-se a existência tão antiga da arquidiocese pernambucana. Afinal, são 335 anos de vida, de tradição, de pioneirismo olindense, de uma fecunda evangelização através dos tempos.

Hoje, mais de três séculos depois, a Arquidiocese de Olinda e Recife está organizada em 103 paróquias, que pertencem aos cinco Vicariatos criados pelo Arcebispo atual, Dom Fernando Saburido, abrangendo a Região Metropolitana do Grande Recife, incluindo-se, também, o Arquipélago de Fernando de Noronha.


Na sua história de tantos feitos há o registro de muitos e santos Bispos e Arcebispos que, nesses séculos, a conduziram com apostólico zelo. Alguns se notabilizaram a seu tempo. Outros deixaram-se ficar na marca do seu pastoreio e dos seus passos de profeta, como o inesquecível Dom Helder Câmara, que levou a AOR por todos os lugares do mundo, na força da sua voz, dos seus escritos, da sua santidade e da luta em favor da Paz e da Justiça. E é ele que é procurado por tantos quantos visitam a Catedral, para ajoelharem-se diante do seu túmulo, fazerem seus pedidos e apresentarem suas orações...


Na data de festa de sua criação – 16 de novembro -, saudemos todos aqueles que escreveram seus nomes na história dessa antiga Diocese, hoje Arquidiocese! Saudemos os cristãos católicos que se orgulham do passado e veneram os que se fizeram dignos de honras e de saudades! Saudemos OLINDA, por tudo o que significa em Pernambuco, desde os áureos tempos em que floresceu pelas colinas suaves, implantando nela a civilização cristã!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

RUMO AO MAR DE FERNANDO DE NORONHA

No passado, somente o mar poderia conduzir o “mundo” e os afoitos navegadores, levando-os a avistar e abordar terras com as quais nunca sonhariam... Em longas e sofridas travessias, os caminhos marítimos foram sendo experimentados, procurados, desbravados e registrados das maneiras possíveis, na época, levando o homem muito mais longe do lugar onde vivia...

Quantas vidas se perderam pelo sonho de navegar? Quantas inteligências estiveram a serviço dessa ânsia de viajar, de partir em busca, reinventando o mundo e ampliando as fronteiras do homem?

Intocado e isolado, no meio do Atlântico, um Arquipélago, rodeado de águas transparentes e de intensa vida marinha, aguardava ser visto, descoberto, povoado, entrando na história dos homens, Até que as embarcações, na sua maioria de forma não intencional, foram chegando, descrevendo-o, dando-lhe uma identificação como lugar de “infinitas águas e infinitas árvores”, que merecia ser conhecido.

Os séculos que se passaram viram surgir o avião, rápido e preciso, como meio de comunicação. E o Brasil deixou de desfrutar o encantamento da viagem marítima, do ir e vir tendo o imenso oceano como sua “estrada líquida” de partida e de chegada.

Em 1981 ocorreu a primeira tentativa de inclusão de Fernando de Noronha num roteiro turístico pelo mar, com o navio de passageiros Navarino, num percurso de 14 dias, entre Santos/SP, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, Fortaleza/CE, Fernando de Noronha/DF (na época, Território Federal militar) e Recife/PE. As dificuldades operacionais inviabilizaram a continuação dessa atividade, somente retomada em 1990, com o advento do Funchal e sua rota marítima entre Salvador e Fernando de Noronha, parando também nos portos de Maceió/AL, Recife/PE. Foi um sucesso tão grande que, dali em diante, todos os esforços levaram à melhoria do Porto de Santo Antônio, adaptando o molhe iniciado em 1987 para receber turistas, mesmo com o navio não atracando no porto e sim ficando fundeado a certa distância, sendo seus passageiros levados para a ilha principal do arquipélago em embarcações menores e o auxílio de uma plataforma acoplada provisoriamente a ele.

Quantas dificuldades enfrentadas... As experimentações foram se sucedendo, tanto em definições de equipamentos acrescidos ao porto em expansão, como no treinamento dos participantes da equipe de traslados, encarregada de conduzir, em absolta segurança, todos os passageiros, do navio para a terra e da terra para o navio.

Muitas (e inesquecíveis) embarcações cumpriram essas rotas, sobretudo nos meses de novembro a março/ abril. Outros o fizeram durante quase todo o ano (como o navio Pacific) ou mesmo nos meses de junho a agosto (o lindíssimo navio Vasco da Gama). Todos vieram da Europa e, na sua maioria, com tripulação e comando por portugueses, cercados de muitas nacionalidades, no desempenho das tarefas exigidas.

Um após outro tivemos o Funchal, o Vasco da Gama, o Rembrandt, o Blue Dream, o Pacific, o Orient Queen, o Ocean Countess, o Bleu de France e, na temporada 2011/2012, temos o Ocean Dream. Para cada um foi pensada um entretenimento intenso, que tornasse mais e mais prazerosa cada viagem e as alternativas de desembarque em Fernando de Noronha para o desfrute do lazer marítimo (em atividades que permitissem o desbravamento do mar noronhense) e por terra, seguindo as orientações das instituições cuidadoras da preservação insular, como área de Área de Proteção Ambiental e Parque Nacional Marinho., sujeito às normas federais, estaduais e distritais, como garantia de uso dos recursos naturais de forma consciente e voltada para ações preservacionistas.

Agora vive-se a nova temporada. E o interesse dos brasileiros de todos os lugares só se consolida, provando que “navegar é preciso” e que o homem – ao se entregar à essa atividade– rumo a Fernando de Noronha, descobre o quando é bom fazer isso pelo mar (como no passado da ilha), tendo como grande objetivo da maioria dos embarcados “descobrir” aquele paraíso, presente no sonho da grande maioria que se aventura.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O PASSADO NORONHENSE QUE SE VAI REENCONTRANDO...


Quase todas as pessoas que, por um tempo e por alguma razão, viveram em Fernando de Noronha, carregam no coração uma quase nostalgia daquilo que viveram, das experiências que acumularam, das dificuldades que enfrentaram, no seu tempo noronhense. E o mais curioso, é que o desejo de voltar e de rever aquela terra, vai crescendo no coração de cada um, levando essas pessoas marcadas a programarem uma visita que, quando ocorre, não somente mata as saudades acumuladas como até permite que a ilha seja re-descoberta.

Muitas vezes compartilhei esses momentos...

Em outras ocasiões, esse compartilhamento se deu através dos registros do Sistema Golfinho de Rádio e Televisão...

Quantas ocasiões fortes foram sendo experimentadas.., Vi a menina que nasceu na ilha, na década de 1930, anos e anos depois,ajoelhar-se ao descer do avião, para beijar o que chamou de “solo sagrado da sua terra”... E repetir o gesto ao entrar no quarto onde nascera, numa casa da Vila dos Remédios... E que lindeza imaginar-se um pracinha, que ali viveu o tempo da II Guerra Mundial na Ilha (quando ali funcionou o Destacamento Misto de Guerra, de 1942 a 1945) e que, chegando de volta cinqüenta anos mais tarde, vestir-se com seu fardamento militar da época e, assim paramentado, ir em busca de tudo aquilo que a ilha possui e que não lhe era permitido visitar, em tempos de dificuldades... Vi também uma jovenzinha, da qual existia no acervo uma foto de quando era ela adolescente em Noronha, na década de 1940, encantar-se tempos mais tarde diante das paisagens que trazia guardadas no coração, fazendo despertar em sua alma de artista plástica o desejo de, a

partir dali, somente pintar cenas da sua terra... Vi ainda um venerando senhor, que viveu por lá na década de 1920, também voltar, ficar por algum tempo e escrever seus memórias, num lindo e fecundo trabalho que batizou como “Ilha Mágica”, relatando as ações positivas do pai, então comandante do presídio comum noronhense...

Foram tantas as emoções desses reencontros que foram se sucedendo, nessas buscas do passado daqueles que se ligaram a um espaço especial, concretizadas com a cessão de fotos extraordinárias, que trazem à luz um espaço urbano de rara beleza, com seus prédios coloniais, seus acontecimentos notáveis, como a chegada do avião Jahu (em 1927), o sobrevôo do Zepellin (em 1931); a chegada dos italianos da Italcable (em 1925) para desenvolverem a cabografia transoceânica) e dos franceses (tanto para a mesma atividade com a telegrafia (em 1914) como para apoio aos pioneiras viagens aéreas da Aeropostale precursora da Air France (em 1927); o naufrágio dos três navios gregos (em 1929 e em 1937, todos sepultados no segredo do oceano) e muitos e muitos outros.

É notável constatar-se o encantamento que fica, em cada um - qualquer que tenha sido a razão da ida, da permanência, do desempenho de alguma atividade necessária ou da participação em épocas fortes - como o tempo do Presídio Comum (entre 1737 e 1938), o Presídio Político (de 1938 a 1942), o tempo do Território Federal Militar (entre 1942 e 1986)...

Essas coisas fazem bem ao espírito animam os que hoje têm a responsabilidade de conduzir os destinos de Fernando de Noronha. E, no rastro dessas presenças que acontecem, vai se enriquecendo o acervo que se vem construindo desde a década de 1970, hoje abastecido com mais de cinco mil fotografias, vindas de homens e mulheres, que tiveram o privilégio de, por um tempo de suas vidas – viverem em Fernando de Noronha e que, generosamente, abriram mão dessas imagens e de suas informações pelo bem do lugar onde nasceram ou permaneceram por razões as mais diversas!

Assim se alimentam os sonhos! E assim se restaura a verdade de um lugar tão esquecido, pelo Brasil afora...


terça-feira, 18 de outubro de 2011

HOMENAGEM AO “DIA DO MÉDICO”

Para ele, não existe descanso nem abandono

enquanto alguém estiver sofrendo

e sua presença venha a ser sinal de esperança...

Sua chegada é significa alívio e fé.

O elo que o envolve se assemelha ao que é bom,

urgente e necessário, para restabelecer a paz...

Sua ação, em qualquer circunstância,

significa muito, porque o doce caminho da cura

aparece como uma estrada feita de sonhos e certezas...

Nem sempre ele acerta. Mas, mesmo sem abandonar a luta,

ele usa as forças positivas em busca do bem-estar,

parecendo semelhante ao mais poderoso dos homens...

Ele – o MÉDICO – carrega no coração uma destinação obstinada,

que o impulsiona para o melhor que pode buscar,

no afã de salvar aquele que dele precisa...

Por isso, mais do que um ser olhado como um homem / mulher,

ele se assemelha aos deuses, que povoam nossas fantasias mais antigas,

porque se ele chega, retornam as positivas forças que conduzem à cura...

E no íntimo de cada coração, há uma intenção carinhoso

de agradecer a Deus por ele existir

e de honrá-lo, porque deixou-se impregnar do samaritano desejo de salvar!

Parabéns, MÉDICOS de todos os tempos!

Que bom que vocês existem!

sábado, 15 de outubro de 2011

É ASSIM QUE SE FAZ UM PROFESSOR!

Por muito tempo e com profundo esforço

uma pessoa se prepara para exercer, a contento,

a profissão que pretende seguir...

Guardado no íntimo de cada um,

é preciso que um dom exista, como um sinal,

para inflamar o coração e fazê-la seguir em frente...

A luta dessa busca se repete a cada novo dia,

reiniciada pela coragem de estar a caminho,

enquanto acontece o aprendizado...

Mas nada adianta, se a vocação for outra,

se aquela chama escondida, não aflorar

nos gestos de procura e de encantamento...

É assim que se faz um PROFESSOR:

... da vontade de ser farol, no caminho de muitos,

da certeza de poder ser luz, nas trevas da ignorância,

do amor ao sublime élan que jazia latente em si...

É assim que se faz um PROFESSOR:

... da entrega ao processo de aprendizado,

exercitando a sua inclinação para ajudar ou outros,

para partilhar o seu saber, com o coração motivado...

É assim que se faz um PROFESSOR!

... dos gestos carregados de simbolismos,

de um querer vocacional bem cedo descoberto

e do preparo para ir além dos seus próprios limites...

É assim que se faz um PROFESSOR!

É assim que se gesta este fazedor de sonhos...

É assim que a ele se agradece, pela vida afora...

É assim que se descobre o herói do nosso tempo,

... a ele chamando, com carinho, de MESTRE!!!


(no DIA DO PROFESSOR, uma homenagem!)



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

REFLEXÕES NO "DIA DA CRIANÇA"


Dentro de mim, em lugar escondido,

Guardei comigo os sonhos de criança...

Cresci. Ligeiro o tempo foi passando

E tudo ficou guardado na lembrança.


Aquela alegria de ser simples e feliz

Por ter o adulto-amparo sempre perto,

Foi o que me fez andar, na vida afora,

Na segurança do mundo descoberto.


E assim se dá com o homem nesse mundo,

Que cresce, carregado de lembranças,

Das aventuras que experimentou,


Na construção de sua felicidade

Madura e doce, quando o tempo passa,

colhendo os frutos nascidos do amor.